
Foi preciso abrirem-me os olhos? Foi preciso estar duas horas a "levar na cabeça"? Mas que se passa comigo que não consigo distinguir as coisas? Porque é que não consigo ser menos emocional e mais racional? Mas porque insisto em quem não merece ou quer merecer?
Estas são algumas perguntas que ainda estão a latejar no meu pensamento....
Não vou deixar que a história se repita... Ainda estou muito a tempo porque aquilo que já passei transmitiu-me essa experiência. Porque hoje é muito mais fácil e concreto entender o outrém; é muito mais óbvio perceber o que querem.
Cabe-me a mim aceitar as regras do jogo e jogar ou então largar as cartas em cima da mesa.
Há dois dias disse: "Eu vou lutar por ti!" (In)conscientemente estas palavras sairam da minha boca. Mas não consigo fazê-lo sozinho. O que vejo é ausência, afastamento que chega a roçar a invisibilidade de alguém que me quer fazer crer que está presente; frieza...
Não pedi nada, tentei entender muita coisa e muitas delas entendo...Mas exigo respeito e sobretudo que não me façam de parvo. Porque eu sou parvo, mas é quando quero!
Não brinquem com os meus sentimentos! Se quiserem, eu compro um boneco de borracha e aí podemos ir buscá-lo ou arrumá-lo quando bem queremos! Podemos pô-lo aqui ou ali, decorá-lo, tirar-lhe uma perna ou um braço e voltar a colocá-lo. Força! Ele não se queixa!
Uma relação é como um dueto: não funciona a uma só voz, a um só desejo, a um só rumo ou a uma só vontade.
Ainda no século XX surgiu um novo conceito que baptizaram da "amizade colorida": estupidificaram este nome nos quais os ingredientes são: 2 pessoas (há quem defenda que pode ser mais), sexo quando uma ou as duas apetecer, uns encontros de vez em quando, uma conversa banal de circunstância, e liberdade para tudo e mais alguma coisa. Anda-se assim uns tempos e depois bate-se com a cabeça na parede porque quando surgem os sentimentos mais fortes não se consegue lidar com eles. E chora-se, e grita-se, e achamos que temos azar no amor.... E o resultado final é um bolo que quando sai do forno se desfaz em pedacinhos.
Chamem-me retrógado ou o que quiserem, mas comigo isto não é possivel! Não funciono assim, o meu sangue não corre neste tipo de veias. Comigo é para partilhar, escutar, estar, rir e chorar, carinho, presença, vontade, dedicação.
É muito romantismo? Talvez seja... Mas é sincero, puro e genuíno. É como uma relação pode evoluír. Obviamente que tem que ser cuidada e tratada como uma frágil flor. É preciso regá-la todos os dias... Não me parece que com ausência, distanciamento a flor não murche.
Tenho pena que não encontre alguém que entenda e esteja disposta a lutar por isto... Tenha sobretudo muita pena que tu não estejas.
Mas como me disseram hoje e muito bem: Tens que olhar para ti! É isso que estou a fazer... a olhar bem cá dentro e a ver que há muita coisa que tenho para lutar e que vale a pena.
E sobretudo... vejo muito respeito por mim próprio só possível porque gosto de mim.
Perdoem-me este grito de revolta... Mas mereço esta "sorte".
Pelo menos quero!