28 agosto 2007

Encosta-te a mim...

Não vivi cem mil anos nem queria. A vida tem sentido vivendo hoje, agora, já! Ouvimos tantas vezes falar do passado e do futuro. Dos traumas, das desilusões, dos desenganos daquilo que passou; dos medos, dos receios ou das visões daquilo que há-de acontecer...
Não estou mesmo nada a exagerar quando quero gritar e dizer que gosto de ti. Se vires quem eu sou, se olhares no fundo dos meus olhos (afinal será sempre o espelho da alma) vais ver o teu nome lá escrito por debaixo de uma lágrima que só tu podes secar.
Não consigo adormecer porque tu preenches o meu pensamento. Desinquietas-me! Não quero ser o teu herói, apenas quero ser o teu príncipe e viver um conto de fadas contigo tranquilamente sem cobranças ou receios. Com confiança, paixão e em paz.
É tão real quando adormeço e sonho contigo... Tudo o que vejo partilho contigo e o que vivo é contigo que invento! É como se finalmente fosse possível amar e ser amado sem pedras no caminho, sem muros para saltar, sem feridas para abrir... Apenas a pureza e a doçura da felicidade. Mas como durmo pouco porque tu "não deixas", rapidamente a realidade volta.
Acredita que às vezes não sei entender o teu olhar! Procuro encontrar a tua alma através dele, mas pareces impenetrável, talvez por medo ou receio de sofrer ou até mesmo simplesmente só porque queres! Desisti de procurar uma explicação, como em tantas outras coisas. Apenas vivo com a esperança que um dia o sonho se torne realidade.
Não sou só o "gajo" ou o amigo "fixe" como felizmente muita gente pensa. Aliás, às vezes até preferia que me chamasses parvo ou estúpido mas que tivesses a meu lado. Vejo todos os dias casos desses e dou por mim a pensar o que realmente vale a pena... Num ápice chego à conclusão de que é algo que nem se questiona porque eu sou assim e a essência não se muda!Mas como qualquer pessoa, preciso de mais, quero mais.... Quero amar e ser amado de amor!

Quero-te bem... Encosta-te a mim!


27 agosto 2007

Que grandes férias!!!!!!!!!

Acabam hoje as minhas férias. E que férias!
Experimentei as mais diversas sensações nestes 17 dias. Quase todas boas, muito boas ou excelentes. Tirando um pequeno mau momento (e foi pequeno porque a amizade assim o permitiu) as minhas férias foram muito provavelmente (como no anúncio) as melhores que tive até hoje. Dancei, pulei, cantei, ri, chorei, corri, caí...de tudo um pouco. Sempre em alta rotação, sempre em bom ambiente, rodeado de amigos.
No sábado dia 25 foi o ponto mais alto. Tive comigo (tirando 2 pessoas por motivos profissionais) todas as pessoas que queria. Todas as pessoas que são importantes para mim. Especialmente algumas que elas sabem quem são. Acho que é uma das melhores sensações que se pode ter. A amizade não tem limites e faz fervilhar emoções que muito dificilmente serão igualadas por outro qualquer sentimento. Há momentos em que conseguimos definir aquilo que é importante e aquilo que queremos. Nesse dia consegui dar por mim a ver, com toda a gente a minha volta, aquilo que era importante.
Agora está na hora de voltar à realidade para a qual somos feitos. O trabalho!
Não estou nada amargurado por amanhã voltar "à base". Volto mais adulto, tanto na idade como nos sentimentos, nas vivências. Volto mais consciente daquilo que quero, e mais determinado em ser cada vez mais feliz. Volto também para perto de pessoas muito especiais.

Hoje, sou uma pessoa feliz! Amanhã... quero continuar a sê-lo.

23 agosto 2007

Parabéns a vocês!...

Sim, hoje é um dia especial, marcante. Faço 30 anos! Vou começar um novo ciclo, mas vou manter velhos hábitos. Aqueles que acho que me fazem bem e que ultrapassam a barreira de qualquer idade. Perdoem-me qualquer injustiça que possa cometer, mas dedico este dia e partilho-o de todo o meu coração com os meus avós que não podem estar presente nesta vida, mas que sei me acompanham em cada minuto, em cada segundo.
Foram eles o ínicio de tudo o que sou hoje. De bom ou mau, não interessa. O que importa é que muito do que sou devo a eles. O mínimo que posso fazer para além de continuar a amá-los é dedicar-lhes este dia. Não choro porque sei que olhando o céu eles sorriem para mim. Não choro porque eles me estão a guiar e a ajudar a ser uma melhor pessoa a cada dia que passa. Por isso, só tenho motivos para sorrir para eles! Obrigado por tudo....
Quero também agradecer aos meus pais. O melhor elogio que lhes posso fazer é que sempre que precisei cá estiveram, cá estão e cá estarão. Eles sabem que eu também.
A minha irmã? É simplesmente o meu tesouro! Só se fosse estúpido é que algum dia a iria "perder". Como em qualquer tesouro, é de valor incalculável.
Amigos? Como qualquer pessoa "com dois dedos de testa" não existem muitos. A minha sorte? ter a felicidade de os ter comigo ontem, hoje e amanhã. Querem melhor certeza que esta?
Por último, queria agradecer a 3 pessoas muito especiais que neste ano me têm ajudado, partilhado e vivido comigo momentos únicos. Não tenham dúvidas que irão morar dentro do meu coração para sempre, cada uma de vós com o seu papel.

Por isso, os parabéns hoje...são para todos vós!


20 agosto 2007

Eu aprendi isto...e vocês?

Aprendi que não importa o quanto eu me importe; algumas pessoas simplesmente não se importam!
Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa; quando ela tiver que me "ferir" vai fazê-lo de vez em quando. Mas eu preciso perdoá-la por isto.
Aprendi que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.
Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.
Aprendi que o que importa não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na vida.
Aprendi que os membros de minha família são os amigos que não me permitiram escolher.
Aprendi que não tenho que mudar de amigos; tenho sim que compreender que os amigos mudam.
Aprendi que as pessoas com quem eu mais me importava na vida foram embora muito depressa.
Aprendi que devo deixar sempre as pessoas que amo com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejo.
Aprendi que não devo me comparar aos outros, mas com o melhor que posso fazer.
Aprendi que não importa onde eu vá chegar, mas para onde estou a ir.
Aprendi que vou levar muito tempo para me tornar a pessoa que quero ser.
Aprendi que eu posso ir mais longe depois de pensar que a caminhada parou.
Aprendi que existem pessoas que me amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprendi que meu melhor amigo e eu podemos fazer muitas coisas ou não fazer nada, e mesmo assim termos bons momentos juntos.
Aprendi que a pessoa que eu espero que me pise quando eu estiver caído, é uma das poucas que me ajudarão a levantar.
Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha.
Aprendi que quando estou com raiva, tenho direito de estar. Mas isto não me dá o direito de ser cruel.
Aprendi que só porque alguém não me ama da forma que eu quero não significa que esse alguém não me ame com tudo que pode.
Aprendi que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que eu tive e o que aprendi com elas, do que com quantos aniversários já celebrei.
Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, tenho que aprender a perdoar a mim mesmo.
Aprendi que não importa em quantos bocados meu coraçao foi partido. O mundo não pára para que eu o conserte.

Apenas aprendi...
As coisas que aprendi na vida!
E acreditem que ainda sei muito pouco...

31 julho 2007

Maratona da vida...

Passam os dias, passa o tempo, passa a hora...
A vida corre através do sol e da lua, do dia e da noite, do inverno e do verão, das alegrias e das tristezas. Cansado, desgastado (mas não derrotado) percorro kilometros atrás dela, ao sabor ou contra o vento. Passo por pontos de controle, abasteço-me da água da felicidade que me dá mais energias para continuar a minha maratona. Ganho força num sorriso de um amigo, num momento de calma ou na felicidade daquele que a merece. Atravesso desertos de maus momentos sem vislumbrar um oasis, percorro caminhos empredados na hipocrisia, deslealdade, maldade de outros corredores. Passo por estradas planas de alcatrão sólido ao final de uma tarde com aquela brisa amena que dá um gosto tremendo de continuar. Aquela brisa da amizade, amor ou sinceridade.
Como podem ver, a maratona que diariamente percorremos é feita de bons e maus caminhos. Mas como em tudo na vida, eu é que decido qual o caminho que vou percorrer. Não estou imune à possibilidade de me perder "on the road" e passar por tormentas. Já aconteceu e vai continuar a acontecer sempre. Mas quando decido ir por ali e não por além, faço-o com a consciência de que estou a ir por aquela estrada de alcatrão, à procura daquela brisa tão suave e resfrescante.
Chego á conclusao dia após dia, hora após hora que esta decisão que tenho que tomar em cada passo que dou é sempre a decisão mais correcta. Acredito que por mais que ponderemos, as nossas decisões são tomadas na esmagadora maioria com o grito do coração e muito raramente com a voz da razão.
O que estará certo? Não sei a resposta e acho que nunca vou descobrir.
O que sei e quero? Sei que um dia quando chegar à meta da vida, o meu coração vai estar cansado de tanto correr... Mas quero que ele sobreviva a todas estas tormentas.
Por isso, façam aquilo que eu também tento fazer...

Tratem bem do vosso coração para que ele consiga chegar ao fim da corrida...

27 julho 2007

Leziria relaxante...Gente boa!

Sexta-Feira! Finalmente! Como anseio este dia…
Como anseio viver toda a minha essência, reviver a matéria de que sou feito, relembrar valores que se perdem nas grandes cidades com as chamadas “grandes pessoas”. Sim, porque a mentalidade do portuga tenta demonstrar que as pessoas que vivem nas grandes cidades são mais inteligentes, são mais instruídas, são melhores pessoas.
Ainda bem que assim continua a mentalidade. Porquê?
Porque desta forma o país centralizado nesta Lisboa evolui a olhos vistos…
Porque as pessoas que vivem em Lisboa são mais inteligentes e fazem da Câmara da capital e do seu governo o caos que é.
Porque o meu vizinho passa por mim na escada e permanece em silêncio, vira a cara ou baixa a cabeça.
Porque saio à rua e tenho um banco de um jardim para poder repousar e olhar o horizonte do prédio da frente.
Porque se convive com o próximo com uma cumplicidade extraordinária.
Porque, porque, porque….
Desculpem meus leitores; bem sei que existem excepções que confirmam esta regra. Mas não se iludam.
O stress, esta vida desgastante, a hipocrisia, a arrogância, a solidão, o egoísmo são características desta grande cidade. São estas que são as melhores pessoas do mundo? As mais inteligentes? Que vontade de rir…
Por isso, dentro de duas horas, agarro no meu carro e vou para o campo, deserto ou fim do mundo; para o pé dos campónios, daqueles que nunca estudaram, daqueles que não sabem ler ou escrever, daqueles que convivem com todo o tipo de pessoas, daqueles que se orgulham aonde pertencem, daqueles que dão sem pedir nada em troca. Daqueles que riem e choram connosco.
Vou para o meio do nada. Onde não há shoppings, onde há pássaros de todas as cores, onde se diz “bom dia” com um sorriso no rosto e onde amanhã por esta hora estarei sentado num banco do jardim a olhar a lezíria…
E que feliz já estou por pensar nisso! Porque eu sou um deles com todo o orgulho do mundo.

E por acaso até consigo ler e até consigo escrever qualquer coisita…. Pelo menos isso!

10 julho 2007

O sonho comanda a vida?

"Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer..." escreveu António Gedeão e canta Pedro Barroso.
Como outra frase qualquer, não é realista esta afirmação.
Como outra coisa qualquer, o sonho nunca é definido e muito menos concreto.
A vida comanda-nos a nós, como qualquer velejador comanda o seu veleiro.
Os sonhos são simples ventos, moderados ou fortes, que nos abalam ou embalam numa expectactiva de extâse por vezes fictícia, por vezes ilusória, por vezes dolorosa e turbulenta.
Ao longo da nossa viagem marítima (a vida), navegamos muito poucas vezes em águas calmas e suaves onde se vê o fundo do mar claramente, onde os peixes sorriam, onde as estrelas do mar se apresentam nas mais diversas formas. Vulgarmente chamamos a isto paz e felicidade.
Pelo contrário, passamos a maior parte das nossas léguas marítimas a navegar num mar revolto e picado, em ondas gigantescas, em tormentas que nos magoam, que nos consomem, que nos fazem perder o equilibrio. Olhamos para a turbulência do mar e não conseguimos ver nada. Nem o fundo, nem os peixes, nem mesmo uma estrela.... Olhamos para o céu e está escuro, negro... Não há uma luz que nos ilumine. A isto chamamos desgosto, dor ou sofrimento.
Os nossos sonhos são a bússola, a nossa bóia de salvação para quando caimos ao mar nesta longa viagem. São o escape para que a luz apareça e volte a brilhar com intensidade.
Como qualquer velejador, corremos de um lado para o outro a puxar as velas da nossa vida para a esquerda ou para a direita de modo a que a nossa embarcação se mantenha firme, recta e direccionada, independentemente do estado do mar. Para que os nossos valores não sejam alterados, para que nos sintamos bem.
Há 500 anos muitos deles, dos nossos navegadores conseguiram chegar onde queriam.
Há 500 anos muitos deles, passaram tormentas, dobraram cabos, chegaram aos 4 cantos do mundo, conquistaram vitórias e acima de tudo cumpriram os seus objectivos.
Hoje não posso deixar de acreditar que eu, navegando o meu barco através dos sonhos, passando tormentas, chegarei onde eu quero.

Quero acreditar e sentir que o sonho comanda a vida....

08 julho 2007

O tempo muda... o que será de nós?

De repente no meio do nada numa escuridão do silêncio, vem-me à memória o dia em que, de saco do lanche e de mão dada com a minha avó, percorri os breves metros que separavam a escola da casa onde vivia.
Lembro-me do primeiro dia de aulas tão claramente como se fosse hoje.
Lembro-me que não havia telemóveis e que era bom ao final do dia chegar a casa e poder saber das "aventuras" vividas pelos meus familiares durante esse mesmo dia. Agora? Não é possível isso. Se falta a luz, se caí uma gota de água, se partimos um prato sem querer, mandamos uma sms porque é importantíssimo que aqueles que gostamos saibam disto tudo no imediato.
Lembro-me que jogava à bola no meio da rua com os meus amigos até ao pôr do sol. Agora? Não é possível... Pode haver atropelamentos ou raptos. Lembro-me que me levantava de manhã e ia brincar para o parque e quando eram horas de almoço já tinha vivido "muito". Agora? Brinca-se as bebedeiras de noite e perde-se as manhãs.
Lembro-me que o meu pai juntou dinheiro e fez sacrificios para me comprar um computador. Agora? Oferecem-se carros porque se entra para a faculdade.
Lembro-me que ia a correr visitar um amigo a casa se estivesse doente. Agora? Acha-se que se tem muitos amigos e não temos tempo de os visitar a todos. Opta-se por não ligar a ninguém. Lembro-me que ir ao circo ou passear ao fim de semana eram momentos ansiados tão intensamente que não dormia na noite anterior. Agora? Quem vai ao circo ou passear?
Podia continuar infindavelmente a dar exemplos de muitas outras situações adjacentes a estas de como o mundo mudou, de como as pessoas mudaram. Para melhor? Nem pensar!
Hoje recordo com saudade o meu primeiro dia de aulas não porque era criança e era um mundo maravilhoso que se começava a desenhar á minha volta, mas sim porque havia prazeres da vida, sentimentos puros, respeito, lealdade, honestidade, pureza na maior parte da nossa vida. Agora? Não, de facto não existem estes sentimentos.
O ser humano de hoje não recorda com saudade o facto de ter sido criança. Desenganem-se! Recordamos com saudade o facto de que o mundo era melhor. De que existiam valores que hoje em dia são banalizados. De que existiam sentimentos que hoje em dia desfazem-se em cinzas. Revolto-me com isto porque não me enquadro na sociedade de hoje!
Revolto todos os dias com a maior parte das pessoas...
Já não se pode amar livremente sem problemas, já não se pode ter amigos sem cobranças, já não se pode viver sem ser acusado de...
Hei-de continuar a expressar a minha revolta!
Sou especial e não entro neste "jogo da vida".
Sinto-me diferente porque dou por mim a pensar... em todos estes momentos e... lembro-me de como era feliz!
Tenho esperança de encontrar a cada dia uma pessoa que seja assim. Felizmente encontrei alguém muito especial para mim pela energia positiva que me transmite e por me fazer sentir e lembrar destes valores. Espero que um dia...ela sinta o mesmo.

O que será de nós no amanhã se continuarmos assim?

29 junho 2007

FORÇA DO PENSAMENTO

“Esqueçam… Nem tenho forças para pensar”…

Ouvi esta frase e rapidamente a minha força pessoal se canalizou para os meus dedos.
Começo a escrever como se o mundo acabasse amanhã.
Não tenho pressa de viver, mas tenho pressa e “ganas” de escrever.
A cada nova palavra registada mais vinte ou trinta surgem em catapulta, como se de um ciclone se tratasse e atropelasse tudo o que aparece.
Talvez porque não me apetece fazer nada. Talvez porque agora neste momento, não oiço nada à minha volta. Não vejo. Não sinto.
Estou no meu mundo; no mundo dos sonhos e da escrita.
Um mundo perfeito, sentido, especial, único ou simplesmente um mundo em que sou completamente feliz, em que não há cobranças (literalmente falando), em que não há guerras e ódios, invejas ou ciúmes.
Um mundo em que o céu é azul, o sorriso contempla a paisagem, em que a felicidade raia no horizonte desse mesmo céu.
O tempo passa. Ninguém repara. Parece que o meu espaço físico está vazio, que não estou cá. Quem me dera!
Querem mesmo saber? De facto não estou, estou no meu mundo...
Acabei de pensar e partilhar breves minutos dos meus sentimentos…. Não foi preciso muita força.

20 junho 2007

Teia de aranha...

Dei por mim deitado a pensar numa aranha e no seu mundo.
Como que num devaneio, corri para o computador para partilhar os meus pensamentos.
Há quem diga que a escrita é como um flash fotográfico: é necessário aproveitar o melhor plano!

A minha vida tem sido uma verdadeira teia de aranha..
Num fio construido de alegrias contagiantes cruza-se outro de tristezas quase incontroláveis.
Construo a minha teia na base em valores que me ensinaram e com os quais fui educado e que hoje, como qualquer brinquedo velho e sujo, estão fora de moda.
Lealdade, companheirismo ou amizade são hoje palavras que se confundem e tocam muito facilmente com hipocrisia, traição ou egoísmo.
Fio a fio, a minha teia como que tem sido construida e destruida na base destes sentimentos. Muitas vezes dou por mim a ser atacado por qualquer dedo humano a tentar destruir a minha teia, como faziamos (ou talvez ainda façamos) em crianças quando viamos uma aranha na sua vida, na sua construção.
Mas tal como elas, também eu volto a reforçar e a construir mais um fio, mais um ponto de convergência, mais um rendilhado da minha teia.
Tal como elas, também o vento das desilusões ou a tormenta das tristezas que por vezes invade o meu ser, tenta destruir a minha construção.
Mas sobretudo tal como elas, a minha persistência, a minha vontade, os meus desejos vão vencer.
Tal como elas, um dia vou ficar a observar o mundo, a dormir que nem um anjo ou mesmo apenas feliz porque atingi o meu sonho. O sonho de ter uma vida em que nenhum dedo consiga penetrar, em que nenhum vento consiga destruir ou mesmo o sonho em que a felicidade seja o sal e pimenta do meu dia a dia.

Nesse dia, nessa altura... a minha teia está terminada!