29 fevereiro 2008

Fim da linha...

Sempre fui fiel aos meus sentimentos. Não podemos traír aquilo que de mais puro ecoa dentro de nós. Como tal, sinto que acaba aqui, hoje e agora, esta etapa de partilha...
Tenho visto muita escrita bonita no mundo cibernáutico, tenho apreciado muitas sensaçoes (in)comuns, tenho devorado palavras e textos tocantes. Com seres humanos que nunca conheci e que são estranhos ao meu mundo, tenho comungado pensamentos e ideias.
No entanto existem momentos na vida em que nos devemos defender. Nem sempre a vida tem que ser jogada ao ataque. O golo é sem dúvida o amor que nós desejamos para vencer uma etapa, uma jornada. Mas a defesa é o que nos faz crer e permitir que não soframos mais uma derrota. Como dizem os críticos, o empate é um mal menor.
Embora em tudo o que tenha partilhado neste sítio nunca sentisse necessidade de ter que justificar qualquer que fosse a minha palavra ou frase, o que é certo é que fui muitas vezes questionado sobre sentimentos. Quando se é interrogado sobre sentimentos, nunca se consegue transmitir a resposta certa, porque às vezes nem nós próprios sabemos.
Por tudo isto e principalmente porque é aquilo que me vai na alma, sinto que chegou a hora de terminar esta etapa de partilha. As minhas publicações escritas acabam aqui.
Quem me conhece, quem priva comigo sabe e é conhecedor dos meus sentimentos. Cada peça de puzzle da minha vida, sabe aquilo que sinto em relação a ela e vai continuar a saber.
Não vou deixar de escrever... Vou sim, interiorizar aquilo que sinto e partilhá-lo com quem quero e nessa altura, aí sim, estarei disponível para poder explicar cada palavra que transcreva do meu coração.
Resta-me agradecer a todos os meus leitores o apoio que me deram. Aos que conheço e aos anónimos também, porque a opinião imparcial deles é/foi sempre muito importante.
A todos sem exceção, façam o favor de serem felizes...
Eu? Vou continuar a tentar sê-lo o máximo de vezes que conseguir....e me deixarem.

Até um dia...

05 fevereiro 2008

Acreditar...

É possível ser feliz na plenitude?
É possível que a areia da praia seja sempre fina e cristalina?
É possível o mar ser eternamente salgado?
É possível que as nuvens carreguem a força da água?
É possível que os sonhos se tornem realidade?
É possível ler um romance e ficar indiferente?
É possível olhar para uma estrela e ver o seu brilho?
É possível parar com a merda das guerras e viver em paz?
É possível haver água e comida para qualquer pessoa?
É possível que os homens deixem de bater nas mulheres?
É possível sorrir na incoência? Ou chorar na felicidade?
É possivel acordar numa varanda à beira mar envolto em amor e lençóis de cetim?
É possível ver a Lua Cheia e não sentir desejo?
É possível olhares para mim e não saberes ler os meus olhos?
Não veres, não sentires o meu amor?

Não sei, tenho muitas duvidas e poucas certezas.
A verdadeira certeza que tenho é que é preciso... Acreditar!

28 janeiro 2008

Coragem de Leão

"Eu não sei que mais posso ser, por vezes forte outras demasiadamente fraco, assim é o coração. Um homem também chora quando assim tem de ser", são partes de uma música do grande Pedro Abrunhosa. Um homem muito inteligente, extremamente sensível, invariavelmente guerreiro, óptimo conversador. Quem me dera ás vezes ter a força e a garra dele, a sua coragem de Leão!
Janeiro já lá vai... e assim já passou um mês de 2008! Cada dia que passa na minha vida, passa mais depressa. Normalmente as pessoas dizem que quando assim acontece, é porque são bem aproveitados. Puro engano! Pelo menos comigo, sinto que não os estou a aproveitar como devia! Cada vez sinto mais monotonia diária, menos motivação no trabalho ou vontade de ocupar os meus tempos livres sem ser invariavelmente a ver tv ou na net; sinto falta de algo ou de alguém... Sinto falta de ti que não me dás um sinal; é de ti, que continuas indiferente aos meus sentimentos; é de ti, que permaneces tão distante como presente. Torna-se um hábito ver os dias a passar assim, sem te ter. E os hábitos tornam-se monótonos. Daí o meu estado de espírito, a minha desmotivação.
Este mês foi muito complicado a nível emocional. Vivi um carrossel de emoções: a dor, a angústia, a ansiedade ou a descrença misturaram-se com a saudade, o alívio, a felicidade e a tranquilidade. Acho que posso dizer que a tormenta já passou, que felizmente uma parte importante da minha vida está novamente a sorrir. Mas porque não sinto isso dentro de mim? Porque continuo intranquilo, agitado? Porque me foge a serenidade? Analiso cada partícula que constitui o meu mundo, cada grão de areia da minha praia e chego a conclusão que tenho muitas coisas boas, que não me posso queixar! Então porque continuo a fazê-lo? Porque me faltas tu, falta-me o amor que traz a tranquilidade, a felicidade, a paz de espírito e que torna a nossa vida mais alegre. Falta essa peça do puzzle que um dia me deram e me fizeram sentir a pessoa mais feliz do Mundo, mas que não se importaram de tirar com uma frieza indescritivel e que nunca mais foi reposta. O puzzle alojado no meu coração está incompleto. Por isso eu olho para ele e não encontro soluções. És tu que tens essa peça, mas não sei se algum dia quererás entregá-la ou algum dia vais perceber ou sentir o mesmo que eu. Até lá, por muito que pense, por muito que me esforçe ou por muito que tente encontrar mais respostas, temo que não vá descobrir mais nenhuma novidade.
Venha Fevereiro, o mês do Carnaval e da folia, onde rimos, brincamos, divertimos. Pelo menos nesses dias temos um motivo para fingir que a vida é uma alegria, uma diversão. Temos uma desculpa para rir. Temos um escape para brincar como crianças e recordar esses tempos maravilhosos. Depois disso? Vou continuar a viver o melhor que sei, com novos projectos bem importantes e à espera que um dia me entregues a peça que falta no puzzle do meu coração. Afinal ainda existem ditados que tem algum sentido e, como tal, sem dúvida que a esperança é a última a morrer...

08 janeiro 2008

Um pôr do sol atormentado...

Antes de mais desejo um Bom Ano 2008 a todos os que me têm acompanhado. Tenho andado ausente da escrita. Tenho andado ausente das ideias, da felicidade, do sorriso, da alegria, da inspiração... Não vou aqui revelar porquê, vou apenas dizer que acho que o novo Ano não vai correr pior do que começou, porque será impossível.
De tudo e em todos os momentos da vida, temos que tirar sempre algo de positivo. Mesmo do próprio sofrimento, angústia e medo de perca sai sempre reforçada alguma vertente. Sei que lição estudei nestes tempos complicados. Sei que sem saúde nada mais interessa; sei que a família é o que de mais importante temos. Não são coisas que não soubesse já; mas a vida fez questão de lembrar-me! Justo ou não, obrigado por isso...
Há algo de que não me ausentei, que não esqueci, que não deixei de sentir. Não me ausentei de ti, muito menos te esqueci e definitivamente continuo a sentir que te adoro. Tu estiveste sempre presente, sempre! Quando queria e precisava saber de ti, tu "aparecias". Será coincidência? Talvez. Tenho esperança que não seja só isso e que seja algo mais. Gostava que fosse. De qualquer forma, foste a peça do puzzle que deste algum sentido de equilibrio nesta altura. Sentia que se não "encaixasses" naquele momento eu não me aguentava. A tua preocupação, o teu carinho, a tua dedicação só me fez gostar ainda mais de ti. Sabes o que aprendi? É muito mais importante sentir na tua ausência a tua presença do que sentir na tua presença a tua ausência...
Amar não é só beijar, desejar, ter sexo, ser um namorado/a bonito/a, estar presente nas borgas e alegrias. O verdadeiro amor é aquilo que sempre achei: companheirismo, carinho, dedicação, amizade, lealdade...
É óbvio que te queria beijar, tocar. É óbvio que te desejo.
Mas de uma coisa podes ter certeza: AMO-TE por tudo o resto!
Obrigado...meu pôr-do-sol :)

24 dezembro 2007

Feliz Natal a todos....

São 23:00 h do dia 24 de Dezembro. Falta 1 hora para a tão tradicional meia-noite. Aquela altura em que se abrem as prendas, em que a emoção dispara e leva-nos à magia do espírito da época. No entanto, não me consigo "embeber" nessas emoções. Longe vão os tempos da casa cheia de familiares; uns porque partiram pela lei natural da vida, outros porque mesmo que partilhando este mundo, partiram por outros motivos.
Dá-me prazer ver o meu afilhado pular de alegria com o presente que lhe dou; dá-me prazer ir beber um copo com os meus amigos depois dos presentes; dá-me prazer partilhar momentos de amizade que nos marcam. Hoje, a minha alegria e o meu melhor presente é ter a minha mãe comigo. Aqui sentada a meu lado! Nestas alturas as palavras são banais perante aquilo que sentimos. Posso dizer nesta altura que depois da tempestade, vem a bonança. Sei que ventos mais fortes poderão novamente soprar quando menos esperar, mas cá estarei para suster com toda a força a vela que nos guia na vida.
Pode vir dinheiro, cuecas ou meias, livros ou cd's, mas nenhum presente me vai dar mais alegria do que a presença da minha mãe.
Mais uma vez a vocês que são especiais, um Feliz Natal 2007.

15 novembro 2007

De mim...só faltas tu!

Pois é, já não escrevia há algum tempo... Motivos? Mais que muitos ou então nenhum, porque de facto não tenho uma explicação plausível para tal facto. Falta de inspiração? Talvez. Nada mudou neste mês, algumas coisas se transformaram; em mim basicamente... por causa de ti. Pela primeira vez desde que "comecei" a escrever, sinto que não posso explanar tudo o que me vai na alma ou melhor, chamando "os bois pelos nomes", no meu coração. É uma sensação estranha, incoerente e prisioneira. Sempre fui fiel à minha escrita e sinto que estou a traí-la. Sempre tive poucas reservas em demonstrar os meus sentimentos a qualquer pessoa que assim entendesse ler os meus textos. Talvez não o devesse ter feito ou mesmo fazê-lo com tanta frequência. Mas a minha essência como ser humano faz-me agir assim e como não tenho nada a esconder nem nunca tive, sempre o fiz abertamente e sem qualquer tipo de preconceito. Mas agora é diferente... Agora não consigo! As palavras não saem, os dedos bloqueal as palavras certas e também não quero que todos saibam aquilo que estou a sentir. Quem me conhece entende as minhas palavras.... Quem lê o meu post anterior, vai entender muito melhor. Quem não me conhece, vai ficar na curiosidade.
O título deste post indica tudo claramente... Só faltas tu! Eu sei e quero que sejas tu, mas infelizmente também sei que isto não basta. Por isso, tenho medo... Medo de falar, medo de escrever, medo de sofrer... Raramente fui assim, por isso é que sinto que és tu o meu pôr-do-sol. Ou será por já ter tido desilusões e não querer mais? Eu sei que tu tens tudo para não me desiludir e sinto que poderemos ser muito felizes, mas... estou bloqueado!
Mas garanto-te: há uma coisa que não tenho medo; é de sentir... E sinto-me bem quando falo contigo, quando estou contigo, quanto me fazes notar a tua presença mesmo na tua ausência.
O que mudou de há um mês para cá? Para ti, acredito que nada porque também sinto que tu ainda não entendes os meus sentimentos. Para mim, transformou-se algo... Cresceu, solidificou, fortaleceu aquilo que venho a sentir. Porquê este medo? Porque não consigo escrever ou falar?
Que "raiva", que angústia ... Fazes-me falta!

16 outubro 2007

À distância de um olhar...

É verdade que uma imagem vale mais que mil palavras. Concordo.
E um olhar? Não valerá mais que mil frases? Também penso que sim...Há dias olhei para ti e senti algo diferente. Hoje senti a tua falta. Há dias estava feliz porque te tinha perto. Hoje estou menos porque não te vejo. Há dias senti o coração a crescer quando te olhava. Hoje sinto-o pequeno quanto só posso te imaginar.
Há dias mal pensava em ti. Hoje a tua imagem percorreu largas horas do meu dia. Não sei explicar porque sinto, o que é real é que como "fantasista e devorador" de sentimentos é de facto algo que devo reflectir. Ou melhor, até sei justificar. Nós seres humanos temos a mania constante de andar à procura de "explicaçoes" mais dificeís do que elas realmente são. Sinto porque gosto muito de ti. Gosto porque és um excelente ser humano, porque pensas como eu, porque gosto quando ris e fico triste quando queres chorar. Gosto porque estás sempre pronta a ser amiga. Principalmente neste momento sei que gosto porque tenho saudades tuas, porque queria que estivesses comigo. Recordando um post passado do meu blog e um comentário de uma amiga minha, digo sem reservas que o despertador está a tocar. É a tua mão que eu quero que lá esteja para o desligar. Não tires a mão! Não quero!
A tranquilidade com que tenho estes sentimentos é profundamente assustadora. Porque sempre vivi intensamente as paixões, porque sou apaixonado por natureza, impulsivo... Nem sempre me ajudaram estas facetas da minha personalidade. Bem pelo contrário. Talvez porque olho para ti e vejo um espelho de mim próprio (numa versão muito mais conseguida, claro) sinto esta paz, esta calma. Não sei como vai acabar esta jornada da minha vida. Sinceramente não sei. Tenho medo que não tenha um final feliz. Mas será pelo que já passei? Talvez sim, talvez seja pelo receio de correr mal. Sei sim, que estou a sentir e estou a gostar. Sei sim, que não quero deixar de sentir. Sei sim, que quero que olhes para mim e sintas o mesmo. Sei sim, que te posso fazer muito feliz, o mínimo que mereces. Sei sim que se quiseres poderás fazer-me mesmo. Basta quereres! O teu carinho natural, o companheirismo, a tua beleza interior farão o resto.
Mas pior que tudo, sei que não é assim tão fácil infelizmente...
No entanto, não me vou dar por vencido à partida. Nunca o fiz e merecemos ser felizes.
Acredito que está tudo ... à distância do teu olhar.

Miss you....Big sweet kiss!

01 outubro 2007

Rodrigo e Rute... Eu e tu!

Hoje, em Toronto, quando soava as 9:00 da manhã no relógio Rodrigo abriu os olhos e ... chorou, berrou, gritou com toda a força que tinha! Um vulgarmente designado mundo novo se iniciou nessa altura para aquela criatura. Ignorando ou esquecendo o que para trás ficou, desconhecendo ou imaginando o que a seguir iria acontecer...
Exactamente à mesma hora, em Tóquio, numa casa muito antiga com o filho à cabeceira chorando lentamente, Rute fechava os seus olhos para sempre. Tranquilamente partia para um mundo desconhecido ignorando o que irá acontecer, lembrando e recordando tudo o que para trás ficou...
Eu já fui o Rodrigo, continuo a ser e muito sinceramente não duvido que serei por muitos mais anos. Choro, berro, grito... Amo, rio, sofro. Salto sem parar gritando felicidade aos céus ou por contrapartida deito-me debaixo dos lençóis escondendo-me do mundo. Choro debaixo de 40 graus ou sorrio à chuva... Tento ignorar o que ficou para trás embora sabendo que é impossível esquecer certas fases da minha vida. Mas também já aprendi que a melhor poção é aceitá-los e tentar viver com eles. Não é fácil, pois não! Existem momentos em que esqueço a receita para que a "magia" funcione, para que me mantenha coerente e equilibrado. Esses momentos invarialvelmente estão ligados aos meus sentimentos, aos meus desejos ou sonhos, à minha ambição ou resignação.
Dia após dia vivo da melhor forma que sei... Com cada vez mais defeitos e menos virtudes. Porque acredito que durante a nossa vida e porque o ser humano por mais que não queira dá sempre mais valor ao negativismo do que a positividade das vivências, naturalmente tornamo-nos pessoas menos tolerantes, menos disponíveis, mais defensivas e egoístas... É sem dúvida nenhuma uma característica comum a qualquer um de nós. Sinceramente gostava de conhecer, até ao dia em que partir, um ser humano que ao longo da vida se tenha tornado melhor pessoa :) Não é um discurso negativo, mas sim um ponto de vista realista...
Irei continuar a imaginar e a desconhecer o que vem a seguir da mesma forma que tentarei ignorar o que para trás ficou, nunca esquecendo, porque ainda hoje em algumas alturas sinto dentro de mim ventanias fortes sobre o tempo passado...
Talvez um dia quando chegar a altura de ser a Rute, possa recordar e relembrar com alegria e possa chorar de mão dada com o meu filho enquanto tranquilamente fecharei os olhos... Para sempre!

19 setembro 2007

Cada lugar meu...

Sei de cor cada lugar meu... Sei de cor o que me faz feliz ou o que me magoa! O auto-conhecimento é a base mais importante no nosso dia-a-dia para que consigamos manter a coerência, o equílibrio e as emoções num ponto aceitável perante as variáveis que a vida nos mostra e que frequentemente teima em por-nos à prova. Tento entender o rumo que a vida me faz levar. Tento entender, questionar e sobretudo ponderar porque sigo este ou aquele caminho; porque sinto a dor ou a alegria; porque choro quando a vida me corre bem ou porque sorrio quando a tempestade está em cima da minha cabeça. A vida muda-nos? Sim, de facto isso acontece porque somos humanos e porque sentimentos e emoções ainda não são uma equação de resultado finito. Talvez um dia surja algum Einstein que descubra porque sentimos de uma certa maneira ou reagimos de outra. Não acredito, mas o benefício da dúvida existe para acreditarmos nele...
O tempo hoje não me dói... O tempo hoje é meu aliado, encaro-o como algo que deve ser aproveitado, explorado, afogado ou agarrado sempre e para sempre! Por vezes, oiço dizer: "Não tenhas pressa, temos tempo"; é verdade que o tempo sempre irá existir, mas eu tenho pressa porque quero usar este tempo para disfrutar do próximo com mais qualidade ainda.
Existem caminhos, lugares que só certas pessoas conseguirão chegar. Aqueles lugares que como a Mafalda diz só está ao alcance de quem não tem medo de naufragar. Pois bem, já me arrancaram tudo o que já fui; ja me "afoguei" algumas vezes, mas não tenho esse medo! Vou continuar a viver buscando esse mar onde as águas serão calmas, onde um raio de sol reflita a minha felicidade na água.
Não sei quanto tempo demorarei a chegar a esta imagem, a este lugar, a este estado de espiríto.

Mas espero que não demore muito, porque tenho mais tempo que preciso de explorar.....




13 setembro 2007

Grito de revolta...

Foi preciso abrirem-me os olhos? Foi preciso estar duas horas a "levar na cabeça"? Mas que se passa comigo que não consigo distinguir as coisas? Porque é que não consigo ser menos emocional e mais racional? Mas porque insisto em quem não merece ou quer merecer?
Estas são algumas perguntas que ainda estão a latejar no meu pensamento....
Não vou deixar que a história se repita... Ainda estou muito a tempo porque aquilo que já passei transmitiu-me essa experiência. Porque hoje é muito mais fácil e concreto entender o outrém; é muito mais óbvio perceber o que querem.
Cabe-me a mim aceitar as regras do jogo e jogar ou então largar as cartas em cima da mesa.
Há dois dias disse: "Eu vou lutar por ti!" (In)conscientemente estas palavras sairam da minha boca. Mas não consigo fazê-lo sozinho. O que vejo é ausência, afastamento que chega a roçar a invisibilidade de alguém que me quer fazer crer que está presente; frieza...
Não pedi nada, tentei entender muita coisa e muitas delas entendo...Mas exigo respeito e sobretudo que não me façam de parvo. Porque eu sou parvo, mas é quando quero!
Não brinquem com os meus sentimentos! Se quiserem, eu compro um boneco de borracha e aí podemos ir buscá-lo ou arrumá-lo quando bem queremos! Podemos pô-lo aqui ou ali, decorá-lo, tirar-lhe uma perna ou um braço e voltar a colocá-lo. Força! Ele não se queixa!
Uma relação é como um dueto: não funciona a uma só voz, a um só desejo, a um só rumo ou a uma só vontade.
Ainda no século XX surgiu um novo conceito que baptizaram da "amizade colorida": estupidificaram este nome nos quais os ingredientes são: 2 pessoas (há quem defenda que pode ser mais), sexo quando uma ou as duas apetecer, uns encontros de vez em quando, uma conversa banal de circunstância, e liberdade para tudo e mais alguma coisa. Anda-se assim uns tempos e depois bate-se com a cabeça na parede porque quando surgem os sentimentos mais fortes não se consegue lidar com eles. E chora-se, e grita-se, e achamos que temos azar no amor.... E o resultado final é um bolo que quando sai do forno se desfaz em pedacinhos.
Chamem-me retrógado ou o que quiserem, mas comigo isto não é possivel! Não funciono assim, o meu sangue não corre neste tipo de veias. Comigo é para partilhar, escutar, estar, rir e chorar, carinho, presença, vontade, dedicação.
É muito romantismo? Talvez seja... Mas é sincero, puro e genuíno. É como uma relação pode evoluír. Obviamente que tem que ser cuidada e tratada como uma frágil flor. É preciso regá-la todos os dias... Não me parece que com ausência, distanciamento a flor não murche.
Tenho pena que não encontre alguém que entenda e esteja disposta a lutar por isto... Tenha sobretudo muita pena que tu não estejas.
Mas como me disseram hoje e muito bem: Tens que olhar para ti! É isso que estou a fazer... a olhar bem cá dentro e a ver que há muita coisa que tenho para lutar e que vale a pena.
E sobretudo... vejo muito respeito por mim próprio só possível porque gosto de mim.

Perdoem-me este grito de revolta... Mas mereço esta "sorte".
Pelo menos quero!

28 agosto 2007

Encosta-te a mim...

Não vivi cem mil anos nem queria. A vida tem sentido vivendo hoje, agora, já! Ouvimos tantas vezes falar do passado e do futuro. Dos traumas, das desilusões, dos desenganos daquilo que passou; dos medos, dos receios ou das visões daquilo que há-de acontecer...
Não estou mesmo nada a exagerar quando quero gritar e dizer que gosto de ti. Se vires quem eu sou, se olhares no fundo dos meus olhos (afinal será sempre o espelho da alma) vais ver o teu nome lá escrito por debaixo de uma lágrima que só tu podes secar.
Não consigo adormecer porque tu preenches o meu pensamento. Desinquietas-me! Não quero ser o teu herói, apenas quero ser o teu príncipe e viver um conto de fadas contigo tranquilamente sem cobranças ou receios. Com confiança, paixão e em paz.
É tão real quando adormeço e sonho contigo... Tudo o que vejo partilho contigo e o que vivo é contigo que invento! É como se finalmente fosse possível amar e ser amado sem pedras no caminho, sem muros para saltar, sem feridas para abrir... Apenas a pureza e a doçura da felicidade. Mas como durmo pouco porque tu "não deixas", rapidamente a realidade volta.
Acredita que às vezes não sei entender o teu olhar! Procuro encontrar a tua alma através dele, mas pareces impenetrável, talvez por medo ou receio de sofrer ou até mesmo simplesmente só porque queres! Desisti de procurar uma explicação, como em tantas outras coisas. Apenas vivo com a esperança que um dia o sonho se torne realidade.
Não sou só o "gajo" ou o amigo "fixe" como felizmente muita gente pensa. Aliás, às vezes até preferia que me chamasses parvo ou estúpido mas que tivesses a meu lado. Vejo todos os dias casos desses e dou por mim a pensar o que realmente vale a pena... Num ápice chego à conclusão de que é algo que nem se questiona porque eu sou assim e a essência não se muda!Mas como qualquer pessoa, preciso de mais, quero mais.... Quero amar e ser amado de amor!

Quero-te bem... Encosta-te a mim!


27 agosto 2007

Que grandes férias!!!!!!!!!

Acabam hoje as minhas férias. E que férias!
Experimentei as mais diversas sensações nestes 17 dias. Quase todas boas, muito boas ou excelentes. Tirando um pequeno mau momento (e foi pequeno porque a amizade assim o permitiu) as minhas férias foram muito provavelmente (como no anúncio) as melhores que tive até hoje. Dancei, pulei, cantei, ri, chorei, corri, caí...de tudo um pouco. Sempre em alta rotação, sempre em bom ambiente, rodeado de amigos.
No sábado dia 25 foi o ponto mais alto. Tive comigo (tirando 2 pessoas por motivos profissionais) todas as pessoas que queria. Todas as pessoas que são importantes para mim. Especialmente algumas que elas sabem quem são. Acho que é uma das melhores sensações que se pode ter. A amizade não tem limites e faz fervilhar emoções que muito dificilmente serão igualadas por outro qualquer sentimento. Há momentos em que conseguimos definir aquilo que é importante e aquilo que queremos. Nesse dia consegui dar por mim a ver, com toda a gente a minha volta, aquilo que era importante.
Agora está na hora de voltar à realidade para a qual somos feitos. O trabalho!
Não estou nada amargurado por amanhã voltar "à base". Volto mais adulto, tanto na idade como nos sentimentos, nas vivências. Volto mais consciente daquilo que quero, e mais determinado em ser cada vez mais feliz. Volto também para perto de pessoas muito especiais.

Hoje, sou uma pessoa feliz! Amanhã... quero continuar a sê-lo.

23 agosto 2007

Parabéns a vocês!...

Sim, hoje é um dia especial, marcante. Faço 30 anos! Vou começar um novo ciclo, mas vou manter velhos hábitos. Aqueles que acho que me fazem bem e que ultrapassam a barreira de qualquer idade. Perdoem-me qualquer injustiça que possa cometer, mas dedico este dia e partilho-o de todo o meu coração com os meus avós que não podem estar presente nesta vida, mas que sei me acompanham em cada minuto, em cada segundo.
Foram eles o ínicio de tudo o que sou hoje. De bom ou mau, não interessa. O que importa é que muito do que sou devo a eles. O mínimo que posso fazer para além de continuar a amá-los é dedicar-lhes este dia. Não choro porque sei que olhando o céu eles sorriem para mim. Não choro porque eles me estão a guiar e a ajudar a ser uma melhor pessoa a cada dia que passa. Por isso, só tenho motivos para sorrir para eles! Obrigado por tudo....
Quero também agradecer aos meus pais. O melhor elogio que lhes posso fazer é que sempre que precisei cá estiveram, cá estão e cá estarão. Eles sabem que eu também.
A minha irmã? É simplesmente o meu tesouro! Só se fosse estúpido é que algum dia a iria "perder". Como em qualquer tesouro, é de valor incalculável.
Amigos? Como qualquer pessoa "com dois dedos de testa" não existem muitos. A minha sorte? ter a felicidade de os ter comigo ontem, hoje e amanhã. Querem melhor certeza que esta?
Por último, queria agradecer a 3 pessoas muito especiais que neste ano me têm ajudado, partilhado e vivido comigo momentos únicos. Não tenham dúvidas que irão morar dentro do meu coração para sempre, cada uma de vós com o seu papel.

Por isso, os parabéns hoje...são para todos vós!


20 agosto 2007

Eu aprendi isto...e vocês?

Aprendi que não importa o quanto eu me importe; algumas pessoas simplesmente não se importam!
Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa; quando ela tiver que me "ferir" vai fazê-lo de vez em quando. Mas eu preciso perdoá-la por isto.
Aprendi que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.
Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.
Aprendi que o que importa não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na vida.
Aprendi que os membros de minha família são os amigos que não me permitiram escolher.
Aprendi que não tenho que mudar de amigos; tenho sim que compreender que os amigos mudam.
Aprendi que as pessoas com quem eu mais me importava na vida foram embora muito depressa.
Aprendi que devo deixar sempre as pessoas que amo com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejo.
Aprendi que não devo me comparar aos outros, mas com o melhor que posso fazer.
Aprendi que não importa onde eu vá chegar, mas para onde estou a ir.
Aprendi que vou levar muito tempo para me tornar a pessoa que quero ser.
Aprendi que eu posso ir mais longe depois de pensar que a caminhada parou.
Aprendi que existem pessoas que me amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprendi que meu melhor amigo e eu podemos fazer muitas coisas ou não fazer nada, e mesmo assim termos bons momentos juntos.
Aprendi que a pessoa que eu espero que me pise quando eu estiver caído, é uma das poucas que me ajudarão a levantar.
Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha.
Aprendi que quando estou com raiva, tenho direito de estar. Mas isto não me dá o direito de ser cruel.
Aprendi que só porque alguém não me ama da forma que eu quero não significa que esse alguém não me ame com tudo que pode.
Aprendi que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que eu tive e o que aprendi com elas, do que com quantos aniversários já celebrei.
Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, tenho que aprender a perdoar a mim mesmo.
Aprendi que não importa em quantos bocados meu coraçao foi partido. O mundo não pára para que eu o conserte.

Apenas aprendi...
As coisas que aprendi na vida!
E acreditem que ainda sei muito pouco...

31 julho 2007

Maratona da vida...

Passam os dias, passa o tempo, passa a hora...
A vida corre através do sol e da lua, do dia e da noite, do inverno e do verão, das alegrias e das tristezas. Cansado, desgastado (mas não derrotado) percorro kilometros atrás dela, ao sabor ou contra o vento. Passo por pontos de controle, abasteço-me da água da felicidade que me dá mais energias para continuar a minha maratona. Ganho força num sorriso de um amigo, num momento de calma ou na felicidade daquele que a merece. Atravesso desertos de maus momentos sem vislumbrar um oasis, percorro caminhos empredados na hipocrisia, deslealdade, maldade de outros corredores. Passo por estradas planas de alcatrão sólido ao final de uma tarde com aquela brisa amena que dá um gosto tremendo de continuar. Aquela brisa da amizade, amor ou sinceridade.
Como podem ver, a maratona que diariamente percorremos é feita de bons e maus caminhos. Mas como em tudo na vida, eu é que decido qual o caminho que vou percorrer. Não estou imune à possibilidade de me perder "on the road" e passar por tormentas. Já aconteceu e vai continuar a acontecer sempre. Mas quando decido ir por ali e não por além, faço-o com a consciência de que estou a ir por aquela estrada de alcatrão, à procura daquela brisa tão suave e resfrescante.
Chego á conclusao dia após dia, hora após hora que esta decisão que tenho que tomar em cada passo que dou é sempre a decisão mais correcta. Acredito que por mais que ponderemos, as nossas decisões são tomadas na esmagadora maioria com o grito do coração e muito raramente com a voz da razão.
O que estará certo? Não sei a resposta e acho que nunca vou descobrir.
O que sei e quero? Sei que um dia quando chegar à meta da vida, o meu coração vai estar cansado de tanto correr... Mas quero que ele sobreviva a todas estas tormentas.
Por isso, façam aquilo que eu também tento fazer...

Tratem bem do vosso coração para que ele consiga chegar ao fim da corrida...

27 julho 2007

Leziria relaxante...Gente boa!

Sexta-Feira! Finalmente! Como anseio este dia…
Como anseio viver toda a minha essência, reviver a matéria de que sou feito, relembrar valores que se perdem nas grandes cidades com as chamadas “grandes pessoas”. Sim, porque a mentalidade do portuga tenta demonstrar que as pessoas que vivem nas grandes cidades são mais inteligentes, são mais instruídas, são melhores pessoas.
Ainda bem que assim continua a mentalidade. Porquê?
Porque desta forma o país centralizado nesta Lisboa evolui a olhos vistos…
Porque as pessoas que vivem em Lisboa são mais inteligentes e fazem da Câmara da capital e do seu governo o caos que é.
Porque o meu vizinho passa por mim na escada e permanece em silêncio, vira a cara ou baixa a cabeça.
Porque saio à rua e tenho um banco de um jardim para poder repousar e olhar o horizonte do prédio da frente.
Porque se convive com o próximo com uma cumplicidade extraordinária.
Porque, porque, porque….
Desculpem meus leitores; bem sei que existem excepções que confirmam esta regra. Mas não se iludam.
O stress, esta vida desgastante, a hipocrisia, a arrogância, a solidão, o egoísmo são características desta grande cidade. São estas que são as melhores pessoas do mundo? As mais inteligentes? Que vontade de rir…
Por isso, dentro de duas horas, agarro no meu carro e vou para o campo, deserto ou fim do mundo; para o pé dos campónios, daqueles que nunca estudaram, daqueles que não sabem ler ou escrever, daqueles que convivem com todo o tipo de pessoas, daqueles que se orgulham aonde pertencem, daqueles que dão sem pedir nada em troca. Daqueles que riem e choram connosco.
Vou para o meio do nada. Onde não há shoppings, onde há pássaros de todas as cores, onde se diz “bom dia” com um sorriso no rosto e onde amanhã por esta hora estarei sentado num banco do jardim a olhar a lezíria…
E que feliz já estou por pensar nisso! Porque eu sou um deles com todo o orgulho do mundo.

E por acaso até consigo ler e até consigo escrever qualquer coisita…. Pelo menos isso!

10 julho 2007

O sonho comanda a vida?

"Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer..." escreveu António Gedeão e canta Pedro Barroso.
Como outra frase qualquer, não é realista esta afirmação.
Como outra coisa qualquer, o sonho nunca é definido e muito menos concreto.
A vida comanda-nos a nós, como qualquer velejador comanda o seu veleiro.
Os sonhos são simples ventos, moderados ou fortes, que nos abalam ou embalam numa expectactiva de extâse por vezes fictícia, por vezes ilusória, por vezes dolorosa e turbulenta.
Ao longo da nossa viagem marítima (a vida), navegamos muito poucas vezes em águas calmas e suaves onde se vê o fundo do mar claramente, onde os peixes sorriam, onde as estrelas do mar se apresentam nas mais diversas formas. Vulgarmente chamamos a isto paz e felicidade.
Pelo contrário, passamos a maior parte das nossas léguas marítimas a navegar num mar revolto e picado, em ondas gigantescas, em tormentas que nos magoam, que nos consomem, que nos fazem perder o equilibrio. Olhamos para a turbulência do mar e não conseguimos ver nada. Nem o fundo, nem os peixes, nem mesmo uma estrela.... Olhamos para o céu e está escuro, negro... Não há uma luz que nos ilumine. A isto chamamos desgosto, dor ou sofrimento.
Os nossos sonhos são a bússola, a nossa bóia de salvação para quando caimos ao mar nesta longa viagem. São o escape para que a luz apareça e volte a brilhar com intensidade.
Como qualquer velejador, corremos de um lado para o outro a puxar as velas da nossa vida para a esquerda ou para a direita de modo a que a nossa embarcação se mantenha firme, recta e direccionada, independentemente do estado do mar. Para que os nossos valores não sejam alterados, para que nos sintamos bem.
Há 500 anos muitos deles, dos nossos navegadores conseguiram chegar onde queriam.
Há 500 anos muitos deles, passaram tormentas, dobraram cabos, chegaram aos 4 cantos do mundo, conquistaram vitórias e acima de tudo cumpriram os seus objectivos.
Hoje não posso deixar de acreditar que eu, navegando o meu barco através dos sonhos, passando tormentas, chegarei onde eu quero.

Quero acreditar e sentir que o sonho comanda a vida....

08 julho 2007

O tempo muda... o que será de nós?

De repente no meio do nada numa escuridão do silêncio, vem-me à memória o dia em que, de saco do lanche e de mão dada com a minha avó, percorri os breves metros que separavam a escola da casa onde vivia.
Lembro-me do primeiro dia de aulas tão claramente como se fosse hoje.
Lembro-me que não havia telemóveis e que era bom ao final do dia chegar a casa e poder saber das "aventuras" vividas pelos meus familiares durante esse mesmo dia. Agora? Não é possível isso. Se falta a luz, se caí uma gota de água, se partimos um prato sem querer, mandamos uma sms porque é importantíssimo que aqueles que gostamos saibam disto tudo no imediato.
Lembro-me que jogava à bola no meio da rua com os meus amigos até ao pôr do sol. Agora? Não é possível... Pode haver atropelamentos ou raptos. Lembro-me que me levantava de manhã e ia brincar para o parque e quando eram horas de almoço já tinha vivido "muito". Agora? Brinca-se as bebedeiras de noite e perde-se as manhãs.
Lembro-me que o meu pai juntou dinheiro e fez sacrificios para me comprar um computador. Agora? Oferecem-se carros porque se entra para a faculdade.
Lembro-me que ia a correr visitar um amigo a casa se estivesse doente. Agora? Acha-se que se tem muitos amigos e não temos tempo de os visitar a todos. Opta-se por não ligar a ninguém. Lembro-me que ir ao circo ou passear ao fim de semana eram momentos ansiados tão intensamente que não dormia na noite anterior. Agora? Quem vai ao circo ou passear?
Podia continuar infindavelmente a dar exemplos de muitas outras situações adjacentes a estas de como o mundo mudou, de como as pessoas mudaram. Para melhor? Nem pensar!
Hoje recordo com saudade o meu primeiro dia de aulas não porque era criança e era um mundo maravilhoso que se começava a desenhar á minha volta, mas sim porque havia prazeres da vida, sentimentos puros, respeito, lealdade, honestidade, pureza na maior parte da nossa vida. Agora? Não, de facto não existem estes sentimentos.
O ser humano de hoje não recorda com saudade o facto de ter sido criança. Desenganem-se! Recordamos com saudade o facto de que o mundo era melhor. De que existiam valores que hoje em dia são banalizados. De que existiam sentimentos que hoje em dia desfazem-se em cinzas. Revolto-me com isto porque não me enquadro na sociedade de hoje!
Revolto todos os dias com a maior parte das pessoas...
Já não se pode amar livremente sem problemas, já não se pode ter amigos sem cobranças, já não se pode viver sem ser acusado de...
Hei-de continuar a expressar a minha revolta!
Sou especial e não entro neste "jogo da vida".
Sinto-me diferente porque dou por mim a pensar... em todos estes momentos e... lembro-me de como era feliz!
Tenho esperança de encontrar a cada dia uma pessoa que seja assim. Felizmente encontrei alguém muito especial para mim pela energia positiva que me transmite e por me fazer sentir e lembrar destes valores. Espero que um dia...ela sinta o mesmo.

O que será de nós no amanhã se continuarmos assim?

29 junho 2007

FORÇA DO PENSAMENTO

“Esqueçam… Nem tenho forças para pensar”…

Ouvi esta frase e rapidamente a minha força pessoal se canalizou para os meus dedos.
Começo a escrever como se o mundo acabasse amanhã.
Não tenho pressa de viver, mas tenho pressa e “ganas” de escrever.
A cada nova palavra registada mais vinte ou trinta surgem em catapulta, como se de um ciclone se tratasse e atropelasse tudo o que aparece.
Talvez porque não me apetece fazer nada. Talvez porque agora neste momento, não oiço nada à minha volta. Não vejo. Não sinto.
Estou no meu mundo; no mundo dos sonhos e da escrita.
Um mundo perfeito, sentido, especial, único ou simplesmente um mundo em que sou completamente feliz, em que não há cobranças (literalmente falando), em que não há guerras e ódios, invejas ou ciúmes.
Um mundo em que o céu é azul, o sorriso contempla a paisagem, em que a felicidade raia no horizonte desse mesmo céu.
O tempo passa. Ninguém repara. Parece que o meu espaço físico está vazio, que não estou cá. Quem me dera!
Querem mesmo saber? De facto não estou, estou no meu mundo...
Acabei de pensar e partilhar breves minutos dos meus sentimentos…. Não foi preciso muita força.

20 junho 2007

Teia de aranha...

Dei por mim deitado a pensar numa aranha e no seu mundo.
Como que num devaneio, corri para o computador para partilhar os meus pensamentos.
Há quem diga que a escrita é como um flash fotográfico: é necessário aproveitar o melhor plano!

A minha vida tem sido uma verdadeira teia de aranha..
Num fio construido de alegrias contagiantes cruza-se outro de tristezas quase incontroláveis.
Construo a minha teia na base em valores que me ensinaram e com os quais fui educado e que hoje, como qualquer brinquedo velho e sujo, estão fora de moda.
Lealdade, companheirismo ou amizade são hoje palavras que se confundem e tocam muito facilmente com hipocrisia, traição ou egoísmo.
Fio a fio, a minha teia como que tem sido construida e destruida na base destes sentimentos. Muitas vezes dou por mim a ser atacado por qualquer dedo humano a tentar destruir a minha teia, como faziamos (ou talvez ainda façamos) em crianças quando viamos uma aranha na sua vida, na sua construção.
Mas tal como elas, também eu volto a reforçar e a construir mais um fio, mais um ponto de convergência, mais um rendilhado da minha teia.
Tal como elas, também o vento das desilusões ou a tormenta das tristezas que por vezes invade o meu ser, tenta destruir a minha construção.
Mas sobretudo tal como elas, a minha persistência, a minha vontade, os meus desejos vão vencer.
Tal como elas, um dia vou ficar a observar o mundo, a dormir que nem um anjo ou mesmo apenas feliz porque atingi o meu sonho. O sonho de ter uma vida em que nenhum dedo consiga penetrar, em que nenhum vento consiga destruir ou mesmo o sonho em que a felicidade seja o sal e pimenta do meu dia a dia.

Nesse dia, nessa altura... a minha teia está terminada!